A Palavra

Eugene H. Peterson, professor emérito do Regent College, em Vancouver – Canadá, diz o seguinte: Esse livro (a Bíblia) nos torna participantes no mundo da existência e da ação de Deus; nós não participamos dele em nossos próprios termos. Não elaboramos a trama nem decidimos qual será o nosso personagem. Esse livro tem poder gerador: coisas acontecem conosco quando permitimos que o texto nos inspire, nos estimule, repreenda, apare as arestas. Ao chegar ao fim desse processo, não somos mais a mesma pessoa.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A Ascensão de Jesus

Este Jesus que vistes subir aos céus voltará do mesmo modo como o vistes subir.
Atos 1.11b

Depois que Jesus ressuscitou, e nós comemoramos este fato há poucos dias, na Páscoa, Ele deu Suas últimas recomendações aos discípulos, firmou as coisas que Ele vinha explicando aos discípulos antes de morrer, como está registrado em Lucas 24. 44 -48. E ainda segundo Lucas, depois disto, Ele os levou para Betânia e, enquanto os abençoava, começou a subir para o céu em pleno ar, assim como a gente vê alguns "super heróis" fazendo nos filmes por aí.

Os discípulos que viram a ascensão de Jesus ficaram boquiabertos pela maneira como o viram subir entre as nuvens do céu. E você, acredita que um dia Ele vai voltar da mesma forma como subiu? Isto está escrito na Bíblia, este livro que muitos de nós consideramos sagrado.

Tenho certeza que muitos leem essas coisas e outras semelhantes, mas não param para analisar se acreditam mesmo naquilo que estão lendo. E eu estou falando também de quem segue a Bíblia; pessoas que se dizem cristãs e que frequentam igrejas ou grupos que se reúnem em torno de uma mesma fé.

Não é fácil acreditar em algo tão surreal como esta cena descrita na Bíblia. Mas, se acreditamos neste livro como "Palavra de Deus", devemos, e podemos, crer que isto vai se repetir e ninguém vai conseguir impedir este acontecimento. O verso citado no inicio diz: "Este Jesus que vistes subir ao céu voltará do mesmo modo como o vistes subir". Esta é uma afirmação muito clara e não dá margem a nenhuma "distorção" ou "fantasia" que porventura alguém queira criar em cima dela. O anjo diz: "Este Jesus..." Não é outro, não é um representante dele, não é um "avatar" dele e nem será algum "efeito visual" ou "metafórico" que vai substituir esse evento incrível que aqueles apóstolos assistiram e que a Bíblia nos garante que vai se repetir.

Os dois anjos dizem também que Ele voltará "do mesmo modo" como subiu aos céus, ou seja, sem auxílio de nenhum equipamento ou "nave" interestelar, sem nenhum feixe de luz por onde Ele viaje nos ares e sem qualquer tipo de "abdução" por parte de algum outro "ser alienígena" que queira se intrometer no processo. Ele descerá do modo como subiu, para que não só os apóstolos mas todo "olho humano" o veja e comprove que Ele é mesmo o Criador dos céus e da Terra e Senhor de todo universo. Por isso, Ele tem controle de todas as forças físicas que os seres humanos demoraram tanto pra descobrir e entender. Para Ele, viajar no tempo e no espaço não é mistério nenhum, assim como não são todos os outros grandes desafios e segredos do mundo físico que vemos os cientistas, até hoje, queimando neurônios para entender e dominar.

Se a cena tivesse sido criada em Hollywood com os efeitos todos que eles usam por lá, acredito que faria muito mais sucesso do que faz hoje quando se sabe do fato apenas através de um registro milenar de alguns homens que eram, inclusive, iletrados, como a própria Bíblia faz questão de mostrar. Mas, a verdade é que, estes "iletrados" alcançaram um entendimento superior tão profundo e real que faz os sábios desta nossa época, os mais dotados de genialidade, parecerem adolescentes no cursinho pré-vestibular ainda.

Enfim, a verdade é que este fato vai se repetir uma vez mais, e este mesmo Jesus, que assim subiu aos céus num controle total de forças físicas que nós ainda não dominamos por inteiro, voltará, da mesma forma, um dia, para espanto de muitos gênios de agora. E são dele mesmo estas palavras de advertência que você pode conferir lá na Bíblia, (NVI) em Mateus 16. 2-3 e Lucas 21. 25-28:
"... Quando a tarde vem, vocês dizem: 'Vai fazer bom tempo, porque o céu está vermelho,' e de manhã: 'Hoje haverá tempestade, porque o céu está vermelho e nublado.' Vocês sabem interpretar o aspecto do céu, mas não sabem interpretar os sinais dos tempos!"
"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações se verão em angústia e perplexidade com o bramido e a agitação do mar. Os homens desmaiarão de terror, apreensivos com o que estará sobrevindo ao mundo; e os poderes celestes serão abalados. Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória. Quando começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque estará próxima a redenção de vocês... Assim também, quando virem estas coisas acontecendo, saibam que o Reino de Deus está próximo."

Há quanto tempo temos visto estas coisas acontecendo? Ultimamente com uma intensidade bem maior! Temos que tomar cuidado para não cairmos no engano das pessoas da época de Noé, que não acreditavam e até zombavam dos sinais que estavam acontecendo diante dos olhos deles. Quando veio o dilúvio, tentaram correr para a arca, pedindo socorro, apavorados, mas daí já era tarde pois o próprio Deus tinha trancado a porta pra que Noé não tivesse a chance de abri-la e ainda socorrer alguns daqueles incrédulos desesperados.

E você? Sua mente, seu espírito, estão preparados para encarar este evento (a volta de Jesus) que, por mais que seja inacreditável, está mais próximo do que você imagina? Você vai poder fazer como Jesus disse; levantar-se e erguer a cabeça sabendo que é a tua redenção que estará acontecendo naquele momento?

Para encerrar, deixo mais uma advertência do próprio Jesus:
"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras JAMAIS passarão. (Mateus 24.35)

Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ANSIEDADES da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.
PORQUE ELE VIRÁ SOBRE TODOS OS QUE VIVEM NA FACE DE TODA A TERRA! (Lucas 21.34 e 35)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ALERTA ,COM AMOR, APESAR DA DUREZA...


E você Cafarnaum: será elevada até o céu? Não, você descerá até ao Hades! Se os milagres que em você foram realizados tivessem sido realizados em Sodoma, ela teria permanecido até hoje. Mateus 11.23.

Você já viu algum milagre em sua vida? Não? Tem certeza disso? Porque só o fato de você acordar pela manhã respirando livremente, caminhando e trabalhando, usando as tuas faculdades mentais de maneira normal e produtiva — dentro de casa ou fora dela — já constitui um milagre verdadeiro; pois se você lembrar que você NÃO tem a capacidade de dizer a si mesmo: “Vou viver 95 anos e depois disso já posso morrer”, e sem dúvida alguma “garantir” que isso vai mesmo acontecer, você pode entender que a sua vida está ligada a uma vontade que se encontra além da sua.

Essa vontade é que permite a você respirar, se mover, querer, não querer, enfim, existir. E isso já é um milagre. Muitas pessoas estão presas a um leito de hospital, conectadas a muitos fios e aparelhos, em coma, mas você não está lá. O que significa isso? Sorte? Acaso? Ou será que você determinou: “eu nunca vou passar por isso, nunca vou ficar doente, nem passar por nenhum acidente, nem me envolver em um tiroteio no meio da rua (coisa tão comum hoje em dia) ou ser assaltado, nunca vou perder um filho, não! Isso não é uma coisa que eu resolvi que vai acontecer na minha vida!” Você pode garantir isso? Ou ainda, você pode “impedir” isso?

Não, não pode mesmo! Mas, você pode ter meios de lutar contra essas possibilidades e não ser atingido por elas, ou então, quando atingido, não ser derrotado nem paralisado por elas. O fator “fé”, que muita gente despreza atualmente, é o único caminho para uma vida de vitória fora das tempestades, próximo a elas ou até no meio delas, no olho do furacão. Sem fé é impossível agradar a Deus, diz lá no livro de Hebreus 11.6, e precisamos de Deus para nos socorrer em qualquer situação. A certeza de que a nossa vida não depende apenas de nós mesmos, longe de ser uma ideia perigosa, é uma segurança. Não teremos que nos virar sozinhos por aqui, acertar tudo! E melhor ainda, no mínimo, teremos sempre alguém para nos “avisar” quando estivermos andando à beira do precipício em noite escura.

O mundo e a vida foram construídos através de um Ser perfeito, não surgiram por eles mesmos para ser esse milagre de perfeição que vemos na natureza e no universo inteiro. Pelo contrário, a fonte da perfeição, que se chama DEUS, e que muita gente tem medo de aceitar porque não consegue explicá-lo, foi responsável por tudo o que se vê no mundo material e também o que “não se vê”. O que se vê está aí, à disposição do homem natural com seus olhos naturais, e o que não se vê está à disposição do homem espiritual quando ele deixa de ser apenas homem natural e passa a ver com olhos espirituais também. Quando uso o termo homem, não falo apenas do homem, falo no sentido genérico; homem e mulher, por mais que isso doa nos ouvidos dos que consideram essa forma de falar um “sexismo”.

Paulo diz na Palavra: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Coríntios 2.14). Fica difícil para quem fechou a mente e endureceu o coração para a entrada do Espírito Santo de Deus que é o único que pode abrir os olhos espirituais do ser humano; como disse, fica difícil perceber qualquer coisa dessa natureza. Mas, os avisos estão aí, por toda parte, na natureza, em acontecimentos à nossa volta que “parecem” coincidências, mas não são, são ecos do amor de Deus nos chamando para prestarmos atenção nessas coisas.

Outro verso da Palavra, também de Paulo: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis...” (Romanos 1.20). Essas coisas que foram criadas e que o ser humano de hoje trata como “obra da mãe Natureza” são, na verdade, obra do PAI, Eterno e Poderoso, que um dia pedirá contas de como entendemos e usamos as coisas que Ele nos deu para suprimento da nossa vida. E pedirá contas também das muitas vezes em que nos “avisou” que estávamos andando à beira do precipício em noite escura, sem perceber, quando Ele acenava com sua luz para nós.

O verso citado no início desse texto é uma palavra dura de Jesus alertando a cidade de Cafarnaum e seus habitantes, que desprezaram Sua presença e Seus milagres ali. Eles preferiram viver sua vida “natural” como eles mesmos entendiam; considerando os sinais que Jesus trazia a eles como uma coisa qualquer, uma “coincidência” talvez. Não perceberam a chance que estavam recebendo dos céus, assim como acontece a muita gente hoje. E Jesus continua alertando, sempre; “E você, São Paulo, Curitiba, Rio, Cuiabá, Fortaleza, Recife, BRASIL, MUNDO, subirão até o céu? Não, vocês descerão até o Hades (Inferno), porque se os milagres que em vocês são realizados, todos os dias, quando o sol se levanta, por vontade exclusiva de Deus, e a vida continua, permitindo que vocês mudem de atitudes e pensamentos, tivessem sido realizados em Sodoma (cidade antiga que vivia segundo o entendimento pecaminoso que tinha da vida) ela teria sido poupada da destruição! Mas não foi, porque as pessoas de lá não quiseram ouvir e por isso os milagres não aconteceram. E vocês? Têm ouvidos espirituais para ouvir? Se não têm, peçam a Deus, que Ele fará questão de atender!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Ano Novo, Vida Nova...


Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios. Salmos 90:12

São esses os votos que fazemos a cada início de um novo ano em nossas vidas. Ano Novo, vida nova! Sempre pensamos, cheios de determinação, (momentânea, é claro), que vamos mudar os rumos do nosso caminhar, que vamos fazer tudo aquilo que o ano passado não nos “permitiu” fazer, como se o ano que passou fosse o sujeito responsável pelas nossas atitudes, já notaram isso? Como se o ano em curso pudesse autorizar ou desautorizar alguma coisa em nossa vontade. Não conseguimos fazer isso nem aquilo porque o ano que passou foi um ano muito difícil! A culpa é dele, portanto, que em estrita obediência ao tempo, não permitiu que a nossa vontade de mudar fosse colocada em ação porque, afinal de contas, o ano foi regido pelo tempo e o tempo não dá folga pra ninguém, ele manda e desmanda em todo mundo atualmente. Como poderíamos fazer qualquer coisa sem que o tempo, nosso regente, nos autorizasse?

Definitivamente, não mandamos mais no tempo, é ele quem manda em nós...

E afinal, em que pedaço da vida perdemos a autoridade para o tempo? Em que ponto deixamos o correr da existência tomar posse da nossa vontade e fazer dela o que bem quer? Será que foi quando percebemos que a vida é muito curta pra que a gente pare um pouco para pensar em como gerenciar o tempo? Ou foi naquele momento em que começamos a querer viver sem pensar no tempo, uma espécie de Carpe diem perene que nos ordena que hipervalorizemos o momento presente, pois o importante é viver o agora já que o futuro não nos pertence? Será que foi aí que perdemos a nossa autoridade e passamos a ser escravos do tempo e das necessidades que nós mesmos criamos pra preencher esse tempo? Poderia ter sido o acúmulo de trabalho para garantir essas necessidades? Ou será que algo misterioso engoliu parte do nosso tempo feito um “buraco negro” e não temos mais o suficiente à nossa disposição?

Na verdade existem tantas respostas diferentes para essas perguntas, e, talvez, essas respostas nem ajudem muito na solução do problema. O que mais importa é que precisamos tomar de volta o governo do nosso tempo. Não podemos nos submeter a ele como se ele fosse a mente racional que nos dirige. Podemos organizar as coisas e priorizar nossas ações de modo que o tempo esteja sob a nossa direção e não o contrário. Muitas vezes com medidas simples, como colocar o despertador para tocar alguns minutinhos mais cedo; quem sabe desligar a TV e o computador um pouco mais cedo, ou “ligar” um pouco mais tarde do que costumamos fazer e aproveitar esses minutos fazendo aquilo que dizemos não ser possível por falta de tempo... Se procurarmos nas muitas atividades automáticas que desempenhamos diariamente por puro hábito, encontraremos muitos dos minutos preciosos que dizemos nunca encontrar quando precisamos deles.

Muitos costumes desenvolvidos pelo progresso e pela modernidade roubam minutos preciosos que poderíamos empregar naquele exercício físico que o médico tanto nos cobra; naquela conversa a dois que sempre adiamos porque vai mexer com pontos delicados de algum relacionamento; naquele tempo de atenção tão necessário para ouvir a necessidade de um filho e oferecer opções de decisões que ele pode estar precisando desesperadamente; naquela visita que sabemos que precisamos fazer a um parente ou amigo doente ou solitário; etc., etc... Enfim, “last, but not the least”, teremos aqueles minutos de recolhimento para buscar a presença de Deus e ouvir sua voz através das impressões que Ele coloca em nosso espírito. Deixei essa por último de propósito na lista porque realmente algumas pessoas acham que é aí o lugar dessa necessidade. Nada mais enganoso do que isso! Essa deveria ser a prioridade número um em todos os nossos dias. Se entregarmos as “primícias”, ou seja; a primeira parte do nosso dia a Deus, Ele se encarregará de abençoar o restante dele. O conceito de bênção inserido na oferta de primícias que Deus ensina ao seu povo no Velho Testamento, (Levítico 23.9 – 11) permanece até hoje e não se trata apenas de bênção material, mas também espiritual, de aceitação por parte de Deus. Veja esse texto em Romanos 11.16: “ E se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão.” O conceito que existe por trás da oferta de primícias que Deus nos ensina carrega a promessa de aceitação e bênção, e notem bem que estou me referindo ao conceito, não estou sugerindo que ninguém volte a viver debaixo da lei, digo isso por causa das mentes “hábeis” em criticar. Confira o texto de Levítico: “Disse mais o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote; este moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos...”

Tudo o que Deus nos ensina no AT (Antigo Testamento) são realidades espirituais que Ele mesmo revelou no mundo físico, para que o povo pudesse compreender que essas duas dimensões estão relacionadas sempre. Muitos desses conceitos permanecem na nossa realidade espiritual debaixo da graça. Se buscarmos a Deus nas primícias do nosso dia, estaremos ofertando a Ele os primeiros minutos do nosso tempo e cumprindo, também “temporalmente” e não apenas no sentido prioritário revelado no versículo, outro mandamento de Jesus: Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6.33

Agindo assim, com certeza, estaremos aproveitando e organizando muito bem o nosso tempo, para que alcancemos realmente coração sábio e uma vida nova nesse novo ano de 2015.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O NATAL SEGUNDO DEUS


E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. João 1.14.
Jesus é considerado na Teologia, o Logos que estava com Deus no princípio e, portanto, preexistia. Quando foi encarnado, revelou-se a si mesmo, como Deus, exatamente como seu Pai, atribuindo-se o nome plenamente significativo de “Eu Sou”. Aqui se unem o Ser e o Logos e findam-se os sofismas. Seria muito difícil viver uma vida de incertezas devido à pluralidade nos discursos e constantes mudanças nas interpretações de sensações variadas e relativas. Em seu livro Compreender Platão, Christophe Rogue observa: “Para Platão, o ser e o logos que o exprime não podem ser senão um, sem o que é preciso renunciar a toda ideia de verdade e, consequentemente, a toda moral.” Jesus reúne em si mesmo o Ser e o Logos, seu discurso era, e é, único e condizente com seu ser, portanto, verdadeiro e real; suas palavras são “espírito e vida”, como ele próprio afirma em registro do evangelho de João. (excerto do livro Sangrando até a vida, pg. 154).

No versículo citado acima, no início do texto, a Palavra nos diz que o Verbo (Jesus) se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. Diz ainda que todos viram sua glória, glória como do unigênito do Pai. Quando Jesus resolveu vestir-se de humanidade e revelar a sua glória e a glória do Pai a nós, seres humanos, o Natal aconteceu. Esse é o verdadeiro Natal de Deus, cheio de luz, cheio de verdade, cheio de glória, cheio de graça, e graça eterna, daquela que não termina após as festas. 

Porém, nem agora e nem mesmo na época desse acontecimento tão grandioso, a humanidade entendeu e enxergou o Natal como ele realmente é, com todo seu significado, em toda sua glória, a glória de Deus. Tanto agora, como naquela época, temos pessoas que foram iluminadas por uma luz verdadeira, aquela que abre o espírito, além da mente, mas há também um grupo que vê apenas lampejos dessa glória e acha suficiente. Outro grupo vê apenas o brilho das luzes do mundo, uma luz que, embora brilhante e bonita, é apenas um reflexo bem aquém da luz verdadeira. Há outros que não veem nada, nem um mínimo reflexo de claridade. São esses os que dizem “detestar” o Natal. Claro, nunca vão poder aceitar e muito menos amar algo que não entendem, nem mesmo conhecem. 

Há ainda grupos diferentes: Pessoas que se viram envolvidas por algum tipo de escuridão que as apanhou no meio da vida, ou em algum pedaço dela. Escuridão gerada por acontecimentos trágicos, tristes, e que apagaram a luz natalina que havia dentro deles. Essas pessoas só precisam entender que em Jesus, a luz do Natal pode ser reacendida em suas vidas com uma intensidade muito maior ainda. No seguir do texto do evangelho de João citado acima, no início, lemos que “a vida estava nele (Jesus) e a vida era a luz dos homens, a saber, a verdadeira luz, que vinda ao mundo, ilumina a todo homem.” (versos 4e9). A luz resplandece nas trevas, sejam elas de que tipo forem, as trevas não prevalecem contra a luz. Ninguém precisa andar nas trevas, a não ser que queira.

Mas há ainda um grupo que “escolheu” ignorar o verdadeiro sentido do Natal em nome do comércio, usando lendas criadas pelo ser humano, estórias bonitas e cheias de “magia” nascidas no paganismo e não em Deus, como podemos assistir em alguns filmes por aí. E, principalmente, a figura do “bom velhinho”, tão bonachão e meigo, que povoa a imaginação das crianças e adultos roubando sorrateiramente o lugar da figura que realmente merece atenção no Natal, ou seja, Aquele que é muito mais do que um “bom velhinho”, pois não se pode encaixá-lo em nenhuma idade cronológica já que Ele é eterno, não teve princípio de dias nem terá fim. Aquele que apesar de habitar num alto e sublime trono, de viver rodeado de anjos e querubins, de ser o Alfa e o Ômega, a brilhante Estrela da manhã, de viver em meio à glória excelsa que não podemos alcançar com a nossa mente, apesar de tudo isso, esse que é um Ser Supremo e sem igual, não pensou duas vezes para deixar todo seu esplendor e descer até o nosso humilde plano existencial para garantir que tivéssemos luz, salvação e graça, através do Seu Natal. Podemos festejar e celebrar o Natal com muita alegria, luzes, flores, ceias maravilhosas e presentes, mas, não podemos e não devemos, até por questão de educação, deixar o aniversariante de lado. Ele é o verdadeiro dono do Natal! Jesus, o Verbo da vida, a luz do mundo. Foi Ele quem nos concedeu o Natal.

A Ele toda a honra, toda a glória e toda a adoração, não apenas no Natal, mas sempre e eternamente, porque essa é a sua linguagem, a eternidade.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A inspiração da Palavra


“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça...” I Tim. 3.16

A Palavra de Deus também conhecida como a Escritura − às vezes citada no plural; as Escrituras − não foi inspirada por nenhuma “musa” que se apoderou de algum espírito humano para manifestar diferentes estórias ou fábulas engenhosas como diz Pedro em sua segunda carta aos cristãos da sua época.

A inspiração divina da Bíblia se mostra clara por sua mensagem concisa em torno de um fundamento: A salvação do ser humano através do próprio Deus. Tudo, nas Escrituras, aponta para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e isso vem desde o Gênesis, quando o homem cai e Deus inicia o processo de redenção do ser humano. No capítulo 3 do livro de Gênesis, no verso 21, está escrito: “Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu”.

Essas vestimentas de peles custaram a vida de algum animal no Éden, que precisou ser sacrificado para que a vergonha de Adão e Eva fosse coberta, pois no momento em que “descobriram” o bem e o mal, descobriram também a vergonha de estarem nus. Se não tivessem a noção de “mal”, continuariam nus sem se envergonhar, mas esse já não era um estado normal para eles depois que insistiram em experimentar coisas que Deus havia proibido. E Deus, já no início, deixa claro que um animal não pode valer mais que um ser humano, apesar de muitos seres humanos de hoje serem bem piores do que os animais. Essa vocação para o mal foi gradativa e crescente, desde que tiveram interesse em apenas conhecer o mal.

Esse animal sacrificado prefigurava o sacrifício que deveria ser feito mais tarde pelo Messias, Jesus, para resgatar completamente a humanidade do seu estado de vergonha e dor. Enfim, percebemos através da sua Palavra escrita, a Bíblia, que a partir daí, toda a história da humanidade e os eventos do povo escolhido por Deus (Israel) para expressar as realidades espirituais aqui no mundo físico, giram em torno de fazer conhecido o plano de redenção de Deus, assim como seu imenso amor, poder e soberania sobre todas as coisas.

E a Bíblia é fiel nisso; unindo Antigo e Novo Testamento, vemos coerência em sua mensagem apontando para a queda do ser humano, sua necessidade de resgate no mundo espiritual e o impressionante mover de Deus para possibilitar esse resgate. Embora a Palavra tenha sido escrita por vários homens, em diferentes condições e épocas, de variados pontos de vista e, portanto, com diferentes perspectivas, percebe-se unidade de propósito na sua mensagem. Isso significa, simplesmente, que “um” apenas é o Espírito inspirador desses escritos sagrados.


Dois apóstolos dos mais conhecidos e dos mais respeitados atestam com firmeza a inspiração divina das Escrituras: Pedro em sua segunda carta aos que receberam a fé e Paulo em sua primeira carta aos Coríntios, veja os textos:

“... mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos [e escrevemos], não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais...” I Cor 2.9-13. Palavras de Paulo aos habitantes de Corinto. Colchetes acrescentados para lembrar que estamos falando da palavra escrita também e não apenas da palavra falada.

“... Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade... sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” II Pe 1. 16...20-21. Palavras do apóstolo Pedro aos cristãos da sua época. 

Além dos testemunhos dos apóstolos e do próprio Jesus, temos também evidências históricas de que a Bíblia nunca foi um livro comum. Não é à toa que ela continua aí, nos exortando, nos aperfeiçoando e nos chamando para a vida, a verdadeira vida.